"(...) Disso eu quis fazer a minha poesia. Dessa matéria humilde e humilhada, dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma traição à vida, e só é justo cantar se o nosso canto arrasta consigo as pessoas e as coisas que não tem voz."

Ferreira Gullar

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Nova Mudança na Feira de Cascavel

por Kyko Barros

Mudar os móveis de lugar pode parecer uma simples tarefa doméstica. Mas não é bem assim. Requer planejamento. De repente o po...sicionamento do sofá pode sacrificar uma tomada, a mudança da mesa dificulta a circulação no ambiente ou a posição do roupeiro vai matar um “armador de rede”. Mobilidade e funcionalidade são requisitos fundamentais para a execução desta simples tarefa doméstica.

A tradicional Feira de São Bento, realizada aos sábados, em Cascavel, passou por algumas modificações. “Foi em cima da hora”, reclamaram os feirantes. Mas se ajustaram às mudanças. Agora, vão ter que mudar novamente. As bancas que foram transferidas da área de predominância comercial conhecida como Tamarineira, na Rua Coronel Biá, para o trecho mais residencial desta rua, passarão para a Avenida Chanceler Edson Queiroz, precisamente na área frontal ao Centro Educacional Municipal (CEM).

Segundo informação de um feirante, essa nova mudança é motivada por reclamações dos moradores do local, principalmente no que diz respeito à obstrução de garagens.

A feira de Cascavel carece de reformulações. Mas isso precisa ser planejado, projetado e discutido em audiência pública com os feirantes e a população. Como destaquei no texto produzido para o Editorial da Nossa Revista, a tarefa (de mudança) é complexa e precisa ser pensada com responsabilidade por todos os envolvidos, estejam eles atrás ou na frente das bancas. Não basta troca-las de lugar ou mudar o sentido de determinado setor da feira. É preciso, além de um projeto bem definido, um trabalho preliminar de planejamento paralelo a um criterioso estudo dos impactos que as mudanças venham a causar.

Afinal, ao planejar as mudanças é possível diagnosticar a real necessidade, avaliar seus impactos e seus resultados. Além disso, é possível redefinir posturas culturais e comportamentais, anteceder as reações e preparar as pessoas para participarem do processo.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A disputa ao governo do estado do Ceará em 2014

Por Saullo Oliveira*.


Se se confirmar os candidatos cotados (um do grupo de Cid Gomes, Roberto Pessoa, Luizianne Lins, Eunício Oliveira e um do PSOL) ao governo do Ceará em 2014, gritarei aos quatro cantos do estado que Luizianne tem de triunfar.

É simples a conclusão. Os cidistas são desenvolvimentistas demais e se esquecem do povo pobre. O Senador Eunício sempre esteve aliado aos Ferreira Gomes e agora resolveu lançar seu projeto pessoal para ser governador. Um governo do PSOL é, além de utópico ao extremo, insustentável politicamente. O ex-Deputado Roberto Pessoa tem o aval do ex-Senador e ex-Governador Tasso Jereissati.

Em termos políticos e eleitorais, Luizianne Lins é o nome que se salva e apresenta-se como alternativa forte e popular para dar fim ao ciclo oligárquico dos Ferreira Gomes.

Como sou da Rede Sustentabilidade no Ceará e estou filiado programaticamente ao PSB no Ceará, ressalto que este posicionamento é única e exclusivamente meu. Destaco também que a possível candidatura de minha querida Geovana Cartaxo ao Senado pelo PSB-Rede no Ceará terá meu apoio total. Para a Presidência da República, a possível chapa PSB-Rede, Eduardo e Marina, terá meu apoio total e irrestrito.

No contexto dos bastidores das eleições para o governo do nosso estado neste ano, vejo dessa forma. Sei que Luizianne é do PT e que irá apoiar Dilma. Contudo, meu apoio a Luizianne, sendo ela realmente candidata, será unicamente a ela e para o governo do estado.

Lembrem-se do Vila do Mar, do CUCA da Barra, do Hospital da Mulher, da revitalização de determinadas áreas no Centro e na Beira-Mar de Fortaleza, da construção de casas populares e de creches, do tombamento de espaços históricos entre outras iniciativas da Era Luizianne Lins em Fortaleza e verão a enorme diferença entre a linha de ação dos Ferreira Gomes e de Luizianne.


* Saullo Oliveira é bacharelando em Direito pela Universidade Federal do Ceará.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A Feira é Livre!




 As feiras livres cumprem, desde a Idade Média, um papel de relevante importância para o desenvolvimento dos núcleos urbanos. Em Cascavel não é diferente. A Feira de São Bento, tão antiga quanto o próprio município, é uma grande geradora de renda para a comunidade, sem falar no imenso potencial turístico que ela detêm. É uma das maiores feiras livres do nordeste, quiçá do Brasil, detentora de uma variedade considerável de utensílios domésticos, ferramentas, peças, brinquedos, confecção, alimento, medicina alternativa, calçados e muitas outras coisas que ficaria cansativo descrever. Mesmo com todo este potencial e relevância para a história e cultura do município, a Feira de São Bento é, há bastante tempo, tratada com descaso. Poucas foram as ações que fomentaram o fortalecimento deste espaço enquanto local de geração de renda e turismo.

Os últimos investimentos foram a parceria entre a prefeitura e o Banco do Nordeste para a aquisição de barracas padronizadas para a “feira do artesanato”, que fica atrás do Bradesco. Todavia, atualmente, já quase não se vê as barracas adquiridas por lá. Os feirantes reclamavam que a barraca era pequena e não conseguia expor todo o material.

 Atualmente, a Prefeitura de Cascavel está em conflito com os feirantes. É que a administração pública municipal, na intenção de regulamentar a feira, acabou trocando-a parcialmente de lugar. Não há mais barracas na Rua do Banco do Brasil, nem embaixo da tamarineira, onde ficava barracas de frutas e laticínios. Desta forma toda a feira ficou do lado esquerdo do Mercado, e as barracas da tamarineira, ficou na rua da Clínica do Dr. Décio. Se o cascavelense tiver a intenção de encontrar determinado barraqueiro, deve ir à feira com certa paciência, já que a imensa maioria foi trocada de lugar.

Eu fico preocupado com esta nova localização da Feira porque não sei como ela se comportará em momentos de intensa movimentação como é o final do ano e, daqui a pouco, o dia das mães. Na sua localização antiga, os clientes para escapar do “sufoco” entre as barracas, ficavam nas ruas laterais. Agora, da forma como se encontra, não há “saída de emergência”. Numa situação de perigo ou saúde, ficarão presos entre barracas e pessoas, sem saída próxima. Tenso!

Uma outra questão que precisa ser revista com urgência é o caso da Rua do Dr. Décio, que é uma rua residencial. As barracas são montadas na noite da sexta-feira e só saem de frente das casas sábado à tarde. Os moradores ficam com a mobilidade muito reduzida em frente das suas residências. Novamente penso nas situações de saúde debilitada, quando uma ambulância pode precisar resgatar algum morador ou, aqueles que possuam transporte, ter que tirá-lo da garagem, como fazer?

Democracia diz respeito à participação popular. Então é necessário que, em conjunto, o poder público e a sociedade encontrem uma solução rápida para estes questionamentos, tendo em vista que estão pondo em risco, numa situação crítica, a vida de cidadãos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Discurso de Formatura, por Deoclécio Galvão, HISTÓRIA, 26/10/2012.


O homem não nasce livre, libera-se. A missão da educação é, pois, libertar os homens de suas amarras afetivas, culturais e políticas. Esta frase, de Frei Tito de Alencar, nos tem direcionado no sentido de puxarmos para nós a responsabilidade de libertar os homens das correntes que uma sociedade corrupta, desleal e selvagem impõe. Ao nascer pobre, o homem não tem direito a educação, a saúde, aos mais fundamentais meios de sobrevivência, não tem direito à própria vida, porque vive como se não vivesse, sem assistência, sem segurança, sem oportunidade. Nós, professores, temos o dever de sermos os instrumentos da mudança, aqueles que guiaram o movimento insurgente contra um sistema hipócrita que com a mão que abraça e cumprimenta, açoita e retira o alimento da mesa do cidadão.
A politicagem, meus amigos, não pode ser considerada normal, a corrupção não deve se tornar comum. Devemos rebater sempre e em todo lugar a premissa de que todos os políticos são iguais. Não são. Nós não somos iguais e, portanto, se estivéssemos em um mandato eletivo, tão pouco seria. Esta ideologia que se prega de que não devemos nos interessar por politica, não devemos acreditar no homem, não devemos crer que a mudança é capaz, é o pilar que sustenta a pobreza e o subdesenvolvimento social. Somos políticos por natureza, devemos tomar posse dos nossos direitos, devemos lutar por eles, somos professores, somos educadores, formadores de opinião, e a nossa opinião não pode ser uma que confirme o mais do mesmo, mas sim, deve ser a opinião que servirá de base para a construção de um ideário de justiça e soberania do homem. Os fundamentos do Estado Democrático de Direito da República brasileira são a soberania, a cidadania e a dignidade da pessoa humana. Se nos é negado qualquer destes três fundamentos, a nossa república é uma farsa e a democracia uma mentira. Se vinte e dois milhões de brasileiros votando nulo não conseguem anular uma eleição, como nos sentiremos representados? Se o poder financeiro continua elegendo os seus, como nos sentiremos representados? Se a voz da opinião pública é negada, como podemos acreditar que temos vez e voz?
Meus amigos, pedagogos, matemáticos e historiadores, nós somos educadores e o educador tem o papel social mais importante do que todas as outras profissões: nós temos a força de mudar o mundo. Não é exagero, por nós passaram toda a uma sociedade e serão as nossas ideias que se perpetuaram nas mais diversas mentes. Se nós formos coniventes com a situação atual não haverá mudança, mas se nós formos subversivos, contrários a uma ordem vigente que mata o cidadão, nós mudaremos o mundo.
Das poucas vezes que estive em sala de aula tive a tristeza de presenciar a violência: dois alunos que se esmurravam sem motivo aparente dentro da sala de aula, em outro momento, pessoas que a sociedade perdeu para o crime invadindo escolas, armados, pondo em risco toda uma comunidade. Se eu não me revoltar contra isso, não serei professor e serei hipócrita ao afirmar que sou educador. O nosso papel é fazer pensar. É libertar. Devemos sempre ser sensíveis às causas sociais, devemos sempre nos indignar contra as injustiças.
Por isso afirmo que não seja professor se esse não for o seu desejo. Para ser professor é necessário amor, sim, é necessário amor. Amor pelos excluídos, pelos marginalizados. É ter a certeza de que você é necessário e irá fazer tudo para transformar a realidade na vida de todos aqueles que irão passar por você.
Nós devemos ser o bom exemplo, e a nossa sociedade precisa de exemplos positivos que possam ser reproduzidos. A violência que já se torna pública e coletiva em conjunto com as drogas e a marginalização das periferias está arregimentando o seu exercito e nós, educadores, devemos tomar a responsabilidade de retirar os soldados do crime e transformá-los em cidadãs e cidadãos conscientes, críticos e, principalmente, humanos. Devemos ser construtores de uma sociedade fraterna, igualitária e justa.
Para concluir, quero citar Ferreira Gullar, quando ele diz que: “A história humana não se desenrola apenas nos campos de batalhas e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquinas. Disso eu quis fazer a minha poesia. Dessa matéria humilde e humilhada, dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma traição à vida, e só é justo cantar se o nosso canto arrasta consigo as pessoas e as coisas que não tem voz”.

PS: Este discurso não será pronunciado no evento por ter sido considerado político demais. O veto ao discurso só confirma o conteúdo do mesmo!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Comissão da Verdade


Foi uma cerimônia sóbria e cheia de simbolismos. A presidente Dilma Rousseff fez questão de ter a seu lado os quatro ex-presidentes vivos que governaram no período da transição democrática e homenageou dois mortos: Itamar Franco e Tancredo Neves, que ela apresentou como o primeiro a dar início ao processo “porque soube costurar com paciência e ponderação” o caminho  que agora é a democracia brasileira.
Ladeada por Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, ela desceu a rampa num tailler azul royal – nada de vermelho que pudesse remeter ao seu partido, o PT. Logo atrás, os outros dois ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor. Assim, ela pôde destacar “os 28 bentidos anos” – a partir do momento em que o Brasil deixou para trás a ditadura e começou o lento processo de transição para os tempos de hoje. No discurso, referências a Fernando Hernique e a Lula que também deram passos até chegar a hora de ser criada a Comissão da Verdade. agora  Ela reservou para a mesma cerimônia o ato de assinar o decreto regulamentando a lei de acesso à informação, mais um passo do Brasil para a transparência.
A escolha dos oradores – o primeiro, durante a cerimônia, José Carlos Dias; o segundo, para falar aos jornalistas o ministro do STJ, Gilson Dipp – deu de cara o tom da festa: sobriedade e nada muito efusivo que pudesse indicar a hora de ir à forra. Dias, no discurso disse sobre a comissão: “sem carater revanchista, sem apedrejamento, mas sem esconder nada da história”. Ali foi dado o tom.
Dilma, com mais emoção – chegou a conter o choro – disse a mesma coisa: que serão dados os instrumentos para o trabalho da comissão de descobrir o contar a história passada, mas seus integrantes foram escolhidos pelas qualidades de serem “sensatos, ponderados e norteados pelo equilíbrio”.
Com a instalação da Comissão da Verdade, em cerimônia onde estavam comandantes militares, Dilma consegue dar mais um passo para a consolidação da democracia brasileira. E se mostra uma articuladora política ambiciosa que conseguiu reunir todos os antecessores num ato em que todos foram aplaudidos.

Por Cristina Lôbo, do Portal G1

quinta-feira, 10 de maio de 2012

PDT de Cascavel lança Heráclito de Castro como pré-candidato à Prefeitura


Deputado Ferreira Aragão em reunião do PDT na Caponga.

O deputado Ferreira Aragão esteve presente na reunião do partido, na Praia de Caponga, em Cascavel, na última sexta-feira, quando foi apontado o nome do pré-candidato a prefeito para as eleições de 2012, o empresário Heráclito de Castro, que milita há 30 anos na política do município.
Nomes influentes da sociedade cearense e da área jurídica prestigiaram o encontro, como o presidente do Náutico Atlético Cearense, Pedro Jorge; o conselheiro federal da OAB, doutor Jardson Cruz; o presidente da Câmara Municipal de Ibaretama, Dr. Picanço, bem como o membro da Comissão da Criança e do Adolescente do município de Cascavel, o advogado André Cardoso.  Entre outros assuntos da reunião, destaque para a lei do ficha limpa, onde o PDT apresenta nomes que honram a política brasileira. Em sua fala, Ferreira Aragão, ao se referir sobre os problemas que afligem a juventude, foi enfático: “A nossa juventude está sendo exterminada pelo crack. Não podemos ficar parados no tempo. Eu tenho batido nessa tecla e, graças a Deus, já consegui recuperar centenas de jovens, devolvendo-os às suas famílias”, colocou Ferreira Aragão, bastante aplaudido pelos mais de 200 presentes no encontro. 


Fonte: Antônio Viana Online / Revista do Litoral Leste.

Demóstenes Torres: o bode expiatório da corrupção do Brasil


Charge do Jornal "O Povo"


Mais uma vez um escândalo de corrupção vem à porta do brasileiro, todavia, este tem uma singularidade: une num só barco situação e oposição e, pasmem, até a imprensa está envolvida.

O principal protagonista deste escândalo não é um governista, como de costume, e sim o ex-baluarte da ética e da moral, símbolo da honestidade, o senador Demóstenes Torres, atualmente sem partido, mas que era filiado ao Democratas (sic). Só para informar, Demóstenes também é Procurador de Justiça!

Ele é o principal braço político de uma movimentação gigantesca e criminosa que tinha por objetivo receber ilicitamente, mas com uma cobertura de legalidade, recursos públicos de Estados e municípios brasileiros. O cabeça de tudo isto é o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Outros políticos estão envolvidos, de uma forma ou de outra, no mesmo escândalo, trata-se dos Governadores de Goiás, Distrito Federal e Tocantins, Marconi Perillo (PSDB), Agnelo Queiroz (PT) e Siqueira Campos (PSDB), respectivamente, além dos deputados federais Stepan Nercessian (PPS), Sandes Júnior (PP), Rubens Otoni (PT), Carlos Alberto Leréia (PSDB), e o prefeito da cidade de Aparecida de Goiânia, o ex-senador e ex-governador de Goiás Maguito Vilela.

O Cachoeira agia de diversas formas: tráfico de influência, propina, fraude em licitações públicas, empresas fantasmas, vazamento de informações públicas, financiamento ilegal de campanha, contrabando e lavagem de dinheiro.

A quadrilha usava sua influência para conseguir facilidades nos mais diversos órgãos, tais como INCRA, Receita Federal, DNIT, Ibama, Anvisa, Infraero, Ministério Pública, Polícias Federal e Militar.

Como era esperada, foi instalada uma CPMI para investigar o ocorrido e, talvez, punir alguém. Em outro campo, já está em andamento o processo no Conselho de Ética do Senado Federal que visa cassar o mandato do Senador Demóstenes. Irão utilizar a cassação dele para "resolver" todos os problemas e apagar o fogo que insiste em se manter aceso no "rabo de palha" dos outros políticos envolvidos. Demóstenes será o bode expiatório. Todos os demais, menos o Carlinhos Cachoeira e outros diretamente ligados à ele, ficarão ilesos.

Em tempo: A Revista Veja, que sempre denunciou os escândalos de corrupção do país agora figura como protagonista de um! O Carlos Cachoeira era quem "mandava" na Revista, escolhendo quais escândalos viriam à tona, sempre com o intuito de engrandecer alguém, quando fez aparecer na revista o senador Demóstenes como um guardião da moral, ou para derrubar outros, quando conseguiu atingir em cheio vários nomes do governo federal, os quais a Presidenta Dilma tratou logo de demitir.

Vamos esperar para ver o que irá acontecer!